quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ainda dá tempo: "IKIRU – Vida. Homenagem a Pina Bausch"

25 de novembro - espetáculo + mesa
às 20h
na CPFL Campinas

Solo de Tadashi Endo


Vida e morte são tão próximas.
Somente não existirá a morte se não houver vida;
E o nascimento já é o primeiro passo para o fim.
Pina Bausch morreu.
Merce Cunningham morreu.
Michael Jackson morreu.
Isso é amedrontador - a morte está próxima.
Fico abalado quando percebo que artistas que influenciaram tanto meu trabalho se foram para sempre.
Mas tudo isso também me deixa muito forte.
Este solo é dedicado a Pina Bausch.
Pina Bausch deu a dança outro espírito e outra dimensão.
Pina Bausch viverá para sempre em sua dança e também em sua idéia de dança-teatro.


Peça seguida de mesa-discussão-diálogo: “Dramático - Pós-Dramatico / Ficção – Materialidade”

Moderador: Renato Ferracini
Palestrantes: Luis Fernando Ramos e Fernando Villar

Diquinhas fotográficas

Profissionais ensinam como melhorar o ato fotográfico

30/05/2009 - 18h56


DIEGO BRAGA NORTE

colaboração para a Folha de S.Paulo


Fáceis de usar e baratas, as câmeras digitais permitem que candidatos a fotógrafos produzam milhares de imagens e joguem no lixo outro tanto. A busca por melhores fotos passa por questões técnicas --como a escolha do modelo de câmera-- e até emotivas.


"Muitas vezes, é importante colocar a emoção à frente da razão. A sensibilidade e o instinto são importantes na fotografia", ensina a fotógrafa profissional Iolanda Huzak.


Outro reconhecido especialista, Araquém Alcântara corrobora a opinião de Iolanda. "Tem que ter nitidez e clareza na mente, visualizar a cena antes de sair clicando. (...) Como escreveu o Saramago [José, escritor português]: "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara"."


Para ajudá-lo a ver e reparar, a Folha consultou alguns profissionais, que dão conselhos úteis ao amador. Eles foram unânimes em alguns pontos.


A quantidade de Mpixels de uma câmera definitivamente não é o fator mais importante. Segundo os profissionais, uma máquina com resolução de 5 Mpixels a 7 Mpixels é suficiente para ótimas fotos. "Acima disso, [as câmeras] já são lentas, dão aquela travadinha. Você bate a foto e tem que esperar processar para bater outra", diz Clóvis Miranda, repórter-fotográfico do jornal "A Crítica", vencedor do Prêmio Esso de fotografia.


Outra opinião em consonância foi em relação ao flash. Todos os fotógrafos ouvidos disseram que evitar o uso do flash melhora sensivelmente a qualidade das imagens, principalmente em ambientes escuros. Bob Wolfenson diz que, em vez de usar o flash, "é bom trabalhar com o ISO [DIN ou ASA, em algumas câmeras]. A maioria das máquinas atuais tem esse recurso".


Aumentar o ISO aumenta a sensibilidade de registro da câmera. A dica de Camila Butcher é "sempre tentar fotografar com luz natural, usar o flash só em último caso".


Mas um macete bacana é usar o flash em ambientes muito claros, como numa praia -o que vai contra o senso comum, que prega o flash ligado de noite e desligado de dia. André Schiliró aconselha o uso do flash sob sol forte.


"É bom para atenuar as sombras e reduzir prováveis manchas escuras", diz ele.


Em outros pontos, há opiniões divergentes. Há aqueles que pregam o uso do visor ótico para melhor compor uma foto. Outros não veem problema em visualizar a cena pela telinha.


A mensagem que sobressai das dicas dos profissionais é que não há uma fórmula única de fazer boas fotos. O ato de fotografar depende da sensibilidade, da criatividade e da concentração de cada um.


Bob Wolfenson sintetiza o sentimento geral entre seus pares: "Não é o equipamento que faz a foto. É uma conjunção de fatores, e os mais importantes são as ideias do fotógrafo. O fotógrafo tem que impor sua personalidade à foto, buscar seu próprio caminho. A personalidade do fotógrafo tem de sobressair."